quinta-feira, 27 de março de 2008

Minha mãe, o macarrão e eu.

Eu juro que não queria acabar com os sonhos da minha mãe, eu juro. Mas é que eu tenho o incrível poder de ser prática. Prática, sincera e direta (demais).
E eu não queria ter visto aqueles olhinhos desanimados; principalmente depois dela ter comprado, voluntariamente, uma enorme barra de chocolate pra mim:

- Fiz cachorro-quente!
- Hmm, vou fazer macarrão e colocar umas salsichinhas. *olhinhos brilhando*
- Ah, eu sabia que você ia fazer isso. Coração de mãe não falha, diz aí! *ar triunfal*
- Fala sério mãe, qualquer um, qual-quer-um, saber que quando tem cachorro-quente eu sempre faço macarrão pra incrementar com salsichinhas. Pra deixar o pobre dentro de mim feliz e contente... E bem alimentado.
- Olha, você é um amor de pessoa, sabia?!?
- Ãn, o que? *se faz de desentendida logo após perceber a mancada*

E daí que agora vou fazer um curso intensivo para descobrir quando a sinceridade nível 4.0 turbo deve ser deixada de lado, em nome da felicidade alheia.

Acho que sinceridade é bom, sabe? Acho mesmo. Mas o tempo todo... Sei não.
Tem a ver com aquela palavra que acabei de esquecer... hmm... como é mesmo? Acho que ética.
...
Não, não é. Enfim, não importa. É mais ou menos como o que deve ser dito ou não, entende?
Não exatamente a questão de certo ou errado; Educação... Essas coisas.
E não falar tudo o que se pensa sem pensar. E essa é a parte mais difícil pra mim.
Sou uma mistura perigosa: impulsividade e sinceridade.
Estranho que, no momento em que paro para analisar, a impulsividade vai embora. Sendo que é muito raro eu não ter momentos em que ajo antes pra pensar depois.

Daí que inevitavelmente lembro "dela":

"Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. […] Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.
. Clarice Lispector em Aprendendo a Viver .


Incrível como até macarrão com salsicha me faz pensar em Clarice. E o mais incrível: até numa situação dessa, Clarice me ajuda.
Inexplicável. Hahahaha.

21 comentários:

Cacá BH disse...

nossa menina, nesse ponto de impulsividade, eu, vc e clarice temos tudo a ver...
já quase perdi eu namorado diversas vezes por meus atques estúpidos de impulsividade, já perdi oportunidades de emprego por não pensar em uma resposta inteligente e agir com impulsividade.
agora, estou treinando isso....
mas é dificil...
beijos!!!

Ana Laura disse...

Claro, Clarice nos ajuda em tudo, apesar de eu odiar salsicha. Odiar muito, no sentido de bastante, bastante mesmo. rs

Sinceridade com impulsividade é uma arma de fogo, mas quer saber? eu adoro. Muito melhor que ser falso e passivo, não é?!

Enfim, adorei. Beijos

Zé do Cão disse...

Salsicha com macarrão, sinceramente nunca comi, mas sempre há-de ser melhor do que o almoço que apresentei ao pai e irmão.
Petisco, petisco de lamber os dedos e gosto saborosíssimo é "Galo com letria". Digo-te que é de maravilha.
Bj.

Jane Andrade disse...

cara eu simplesmente amo clarice lispector, minha maior paixão! (L)
não sou nem um pouco impulsiva, demora demais pra tomar decisões, penso demais... --'

=*

Amanda disse...

PS¹: Amei a foto que tu colocou no teu perfil;

PS²: Eu como pelo menos uma vez por semana macarrão com salsicha;

PS³: Curti o teu blog. Sério mesmo !

Te adicionei nos links, beijos ! :*

raquel disse...

Macarrão com salsicha é tão fofinho. Adoro. Sei lá. Simples.

E eu sou impulsiva. Mas não é all the time. Tenho os meus momentos de pensar muito no que vou fazer e são esses, justamente, os momentos em que mais preciso da impulsividade. Algumas vezes (raras) ela vem. Às vezes, ela vem acompanhada de uma sinceridade absurda e sabe que isso nunca dá certo? Sempre dá errado.

Eu não consigo ser falsa também. No máximo, contar mentiras para a mamãe pra agradar. Pra ela ficar feliz. Só.

Pô, sabe que hoje eu encontrei um amigo (tôu encontrando TODO mundo que sumiu da minha vida), aí que esse amigo é muito magrinho e tava carregando o maior peso. Me ofereci pra levar. Aí ele disse "Pára de ser tão boa, pô!".
É.

É.

P.S.: Se eu der meu emessieni pra Bárbara menina da faixa roxa você vai ficar triste-possessiva-com ciúmes absurdos-ao-quadrado?
:P

Beijo. Mordida (NHAC!). :*

Marcelo Martins disse...

Adoro hot-dog e macarrão com salsicha, nham nham...
Isso tudo com coca-cola então, é o paraíso.
Mães tem mesmo a manha, não?
Elas sabem exatamente o que queremos, quando queremos e de que forma queremos.
A minha é uma cozinheira incrível e costuma me presentear com essas surpresas.
Quanto à sua impulsivudade, te entendo perfeitamente porque sou igualmente impulsivo, um porre isso, mas estou aprendeno ainda a contar até 10...

Mas somos fofos, isso que importa =P

Smack!!!

Mariana disse...

Acho que sou um alien aqui neste post.
Detesto salsicha! Tenho um irc de macarrão com salsicha. Minha amigas de faculdade ás vzes me forçam consumir este embutido tao.. tão.. tão salsicha! Mas não gosto.

Impulsividade... Também tenho e muito! Mas aprendi a me controlar. A faculdade e principalmente a convivencia com pessoas que nao tem obrigação nenhuma de nos suportar (como sua mãe, no caso), ajudaram.

A palavra que vc esqueceu talvez seja "assertividade", tem a ver com "habilidades sociais".

As habilidades sociais, eu aprendi que, são os conjuntos de comportamentos que a gente vai aprendendo no decorrer da vida, desde a infancia. Alguma pessoas são mais habilidosas que outras.
Tem mais gente não habilidosa que habilidosa. Eu estou no primeiro grupo, lutando muito para entrar no ssegundo.

Tem uma explicação (beeem básica) para isso mas nao vou entrar nesse mérito aqui. Se vc quiser, me add no msn q eu te explico melhor!

Enfim, impulsividade é comum e todo mundo tem, só é preciso treiná-la.

Desculpe o comentário imenso é porque esse foi o tema do meu TCC do bacharelado. Acho que ainda tou envolvida!

beijos!

Lorita disse...

Sinceridade exarcebada sempre dá nhaca, principalmente com mães, que são seres tão frágeis qdo está em jogo querer fzr a nossa vontade e então a gnt joga um balde de água fria! Tadinha da minha mãe viu? tb sofre com isso! rs...

Outra apaixonada por clarice? ela é minha maior inspiração pra ser e escrever.

bjooooooooo

Lorita disse...

P.S.: ai saquinho viu? tenho que ir atrás de posts antigos p pegar teu link, vou te linkar no meu passeio e paro de ser tchonga! rs

Amanda disse...

Realmente, as pessoas precisam do circo ! :D

Wev's disse...

Salsicha com macarrão.. nossa comi isso tanto nos meus caminhos...

Sinceridade é como qualquer outro sentimento.. se for dose altas faz mal...acabamos sendo ofencivos...

Tudo o que deve ser dito tem que ser dito no momento certo...

Tai uma coisa..saber o momento certo..dificil...
Mas é isso ai...

Coloque requijão cremoso no macarrão.também é bom.

Apobw disse...

Pelo visto vc é bem fã da Clarice pq até macarrão com salsicha te faz lembrar dela rsrs

Sobre a sinceridade, eu prefiro não ser sincero o tempo todo senão eu não teria amigos hehe brincadeira, teria sim, mas mesmo assim deve-se moderar na sinceridade, uma mentirinha é válida de vez enquando

Ana Laura disse...

Tomara que tenha sido só você que tenha visto. Eu não deveria postar aquilo, não mesmo. Enfim, ainda bem que o juízo veio a tempo.


Beijo e obrigada pela consideração!

Dama de Cinzas disse...

Existem as verdades inúteis, aquelas que nunca devem ser ditas, elas apenas magoam, ou causam confusão, não trazem nenhum benefício para quem fala, nem para quem ouve...

Beijos

raquel disse...

A mordida negada por mim foi brincadeira, tá? Eu super gosto de você. Poxa. Agora eu estou com um puta peso na consciência. De verdade!

Beijo.

Mordidas. Nhac. Você ainda é muito fofa.

Oliver Pickwick disse...

A impulsividade compulsiva às vezes não é a melhor companheira. Por outro lado, a falta dela conduz a uma vida insípida, inodora e incolor. Entre as duas alternativas, também prefiro a primeira e, no correr de muitos macarrões com salsicha, vou ajustando-as.
Beijos!

Mary West disse...

Ah mas tem gente q gosta de ficar aguardando loucamente por uma falha. O bom nessas horas é levar com bom humor e relaxar. Ser impulsivo só é um defeito se vc percebe q está sozinho e acho q sinceridade tem limite, eu pelo menos acho terrivel alguem fazer comentarios sobre a aparencia alheia na frente da pessoa. ;**

Jaque disse...

Sei bem o que é isso. E gosto de ser assim. Esse episódio que vc contou me lembrou certos diálogos com meu pai. A gente sempre tá em pé de guerra por esse meu jeitinho de ser. Quendo vem em mente, já foi. Mas, apesar de tudo, sou uma pessoa fofa! E isso que importa. huhashauh

Roberto Sena disse...

cai aqui noseu blog e achei originalíssimo o título do mesmo. quando puder me faça uma visitinha!

www.blogdosirmaos.com
www.sampameulugar.wordpress.com

Lígia Carvalho disse...

Me vi nesse post..A pópria! Prazer!
Era uma vez, uma amiga que chega feliz e saltitante com sua unha postiça e diz:
- Ah! Estou com um pouco de remorço, pois gastei r$ (noventa reais) pra coloca-las.

- Lígia: Se tivesse ficado bonito ainda!

Pra que? Me conta Nathalia..
O que eu ganhei? Ou sera que perdi uma amiga?


Já afirmei em alguns posts meus
- As palavras em minha boca tem vida própia!"

Bjs

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