sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Conversas com minha mãe: Chuta que é macumba!

- Não precisa se apressar em conseguir emprego não, tá?
- Mas eu quero um emprego...
- Pra que? Você não tem uma casa pra sustentar. Nem filho, nem nada... Não entendo a pressa.
- Mãe... Eu só quero me sentir mais independente.
- Você quer um emprego pra isso? Ah, vai pastar, garota! Vai lavar uma louça!
- Mimimi...

Amor de mãe é coisa linda de Deus.

Por falar nisso, morro de rir com o modo que as pessoas chegam aqui no blog. Segundo estatísticas calculadas por mim, de cada dez pessoas que chegam aqui através do Google, oito estão querendo informações sobre macumba. Informações que vão desde "macumba agarra homem" até "como fazer macumba de amor". Bando de encalhadinhas.
Tô me sentindo a própria dona do Terreiro.

Trago a pessoa amada em 3 dias. Exu bebeu, exu gloriô! Ê-laiá!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Quer saber?

Carnaval é um saco.

Provavelmente um monte de gente vai me achar uma maluca anti-social (nunca pararei de usar o hífen), mas bora analisar:

Aviso antes da análise: Este é um post um tantinho boca-suja. Se você for menor de idade, não gostar de palavras/expressões chulas ou simplesmente for um puritano hipócrita, não prossiga.

1 - Música ruim.
Não tô falando do samba não. Porque eu gosto muito de samba, bicho.
O problema mesmo, pra mim, é o axé e o funk. São músicas que até caem bem numa festa. Uma festa que dure algumas poucas horas. POUCAS horas. Porque daí você bebe, perde a dignidade, dá vexame, algum aproveitador pratica a filhadaputagem de tirar uma foto sua (ou filmar, que é muito pior) que manchará sua reputação para todo o sempre e everybody fica feliz. Exceto você quando recobra a consciência, claro. Mas né, sempre dá pra dizer "Tudo culpa do álcool, gentén". E bora encher a cara de novo. Quando se está no brilho, você dança até com marcha fúnebre.
Contudo, o carnaval dura dias intermináveis. E a não ser que você entre em coma, não dá pra aturar as músicas ruins, em plena saúde mental, por mais de um dia.

2 - Multidão.
Puôrra! Não é possível que exista tanta gente no mundo. Sério, as pessoas brotam da terra. Sei lá, praticam mitose.
E que diabo de gente pra suar é essa? Nossa, é suor escorrendo sem parar. Eca! Eca! Desodorante vencido, gente com bafão de cerveja, mulheres que fazem aquela chapinha esperta e ficam 5 dias sem lavar o cabelo... Jesus, toma conta! E todos eles se esfregando em você.
O carnaval acontece em pleno verão, calor atingindo 43 graus fácil, e ainda tem gente que não se mantém adequadamente asseado. Muita falta de bom senso.
Oi, tem alguma coisa putrefando aí?

3 - Roupas.
Calor, danças sensuais que exigem grande esforço físico... Vou pro bloco di di sa-i-nha.
Ai, sobre essa parte prefiro nem comentar. Vergonha alheia.

4 - Promiscuidade.
Hahahaha. Tô até parecendo uma mocinha recatada do século XV, mas não tem nada a ver. A questão é que eu acho um bisurdo essa coisa de sair beijando loucamente por aí bocas desconhecidas. Aí, vocês sabiam que cárie é contagioso? Fica a dica.
Apesar que beijar desconhecidos por aí se resume a nada se comparado com o fato de dar para desconhecidos, mas deixa pra lá...

Lembro de uma vez que fui pro carnaval de rua de Guapimirim, que fica na região serrana do Rio de Janeiro. Gosto de ir pra região serrana nessa época do ano porque as pessoas se deslocam em massa para a praia. Direções opostas? Tudibão!
Bem, mas ainda assim tem carnaval na região serrana. Mas costuma ser no formato tradicional, com blocos cantando as marchinhas antigas e essas coisas.
Mas bem, voltando a vaca fria, em 2005, em pleno ataque de demência, resolvi ir pular o carnaval de rua de Guapimirim. Pouca gente na rua, se for comparar com o carnaval que acontece na Região dos Lagos. Mas não é que, sortuda como só eu sou, consegui achar um pokémon doidão?

- Aí, gatchinha... Você ia ficar mais linda ainda na minha cama.

Caprichei no meu olhar "Oi, te conheço? Quem é você na noite?". Mas minha vontade real foi dizer:

- Oi, queira fazer o favor de enfiar sua cantada... Na bunda?

Eu sei, eu sei, coisa de menina mal-educada. Mas é que o carnaval me tira do sério. Até mesmo quando eu resolvo, por livre e espontânea vontade, sair pra tentar me divertir. Só que eu nunca consigo.

Como eu disse pro Bill, não tenho nada contra o carnaval, mas sim contra o que ele se tornou.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Rá-tim-bum

Hoje o blog completa exatamente um ano. Coincidentemente, esta é a 100ª postagem (E o kiko?).
Considero o aniversário hoje porque, mesmo tendo postagens desde janeiro/2008, só voltei mesmo com o blog em fevereiro.

Bem, isso não muda a vida de nenhum de vocês (e nem a minha, para falar a verdade) BUT... Parabéns.
Não para mim e nem para o blog, mas para vocês que me aturaram por 365 dias. Ou mellhor, durante 100 publicações. 365 corresponde ao número de layouts que eu utilizei por aqui durante um ano. Oh God.

Bem, não tenho muita coisa pra falar não.
Porém vale ressaltar que, dos 5.973 blogs que eu já tive nesta vida, este foi o primeiro que conseguiu completar aniversário. Taí o motivo d'eu fazer um post só pra comemorar - com bolo, refrigerante e balõezinhos - o aniversário desse estrupício aqui (estrupício se refere ao blog, só para constar). Por isso digo que eu mereço um prêmio.
Se alguém concordar comigo, deposite valores acima de 100 reais na minha conta do Bradesco, agênci... Brincadeira.

No fim das contas, de qualquer outra coisa que eu poderia comentar aqui, ao meu ver só vale destacar duas:
1º - Procurar emprego é muito mais cansativo do que trabalhar de fato, acredito eu.

2º - Quando eu estiver de ovário cheio dessa vida, vou marcar uma consulta com o dentista desse guri aqui ó:



No caso da legenda não aparecer, clique no último botão da direita e escolha a opção "turn on captions".

Update

Eu sou tão lerda, mas tão lerda, que errei o aniversário do meu próprio blog.
Risca o 16 ali em cima e coloca 17.

Estrupício! (dessa vez se referindo a mim)

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Das coisas que acontecem comigo.

Terça, sei lá, acho que foi terça, eu estava voltando de uma entrevista de emprego. Já perto de casa, enquanto eu atravessava uma passarela, um homem se aproximou das barras de segurança e colocou o pé direito na barra inferior. Não sei o que me deu, juro que não sei, mas eu corri alucinadamente até o cara e disse, com certo tom de desespero:
- Não! Não faz isso!
- Isso o que?

(breve momento de tensão)

- Isso que... O senhor ia fazer.
- Amarrar meu sapato?
- (Amarrar o... QUE?!? Ora seu...!) É, a sua postura. A sua postura, sabe como é, estava totalmente errada. Tem que ter mais cuidado com a coluna, poxa.
- Ah, tá... Ahn... Obrigado pela preocupação.
- De nada.

Em seguida, com a sensação de que meu rosto estava em chamas, senti vontade de me aproximar das barras de segurança. Não para amarrar os sapatos, mas sim para me suicidar. Fazer o que eu pensei que aquele incompetente faria.




Tsc... Que música bonitinha.