Carnaval é um saco.
Provavelmente um monte de gente vai me achar uma maluca anti-social (nunca pararei de usar o hífen), mas bora analisar:
Aviso antes da análise: Este é um post um tantinho boca-suja. Se você for menor de idade, não gostar de palavras/expressões chulas ou simplesmente for um puritano hipócrita, não prossiga.1 - Música ruim.
Não tô falando do samba não. Porque eu gosto muito de samba, bicho.
O problema mesmo, pra mim, é o axé e o funk. São músicas que até caem bem numa festa. Uma festa que dure algumas poucas horas. POUCAS horas. Porque daí você bebe, perde a dignidade, dá vexame, algum aproveitador pratica a filhadaputagem de tirar uma foto sua (ou
filmar, que é muito pior) que manchará sua reputação para todo o sempre e everybody fica feliz. Exceto você quando recobra a consciência, claro. Mas né, sempre dá pra dizer "Tudo culpa do álcool, gentén". E bora encher a cara de novo. Quando se está no brilho, você dança até com marcha fúnebre.
Contudo, o carnaval dura dias intermináveis. E a não ser que você entre em coma, não dá pra aturar as músicas ruins, em plena saúde mental, por mais de um dia.
2 - Multidão.
Puôrra! Não é possível que exista tanta gente no mundo. Sério, as pessoas brotam da terra. Sei lá, praticam mitose.
E que diabo de gente pra suar é essa? Nossa, é suor escorrendo sem parar. Eca! Eca! Desodorante vencido, gente com bafão de cerveja, mulheres que fazem aquela chapinha esperta e ficam 5 dias sem lavar o cabelo... Jesus, toma conta! E todos eles se esfregando em você.
O carnaval acontece em pleno verão, calor atingindo 43 graus fácil, e ainda tem gente que não se mantém adequadamente asseado. Muita falta de bom senso.
Oi, tem alguma coisa putrefando aí?
3 - Roupas.
Calor, danças sensuais que exigem grande esforço físico... Vou pro bloco di di sa-i-nha.
Ai, sobre essa parte prefiro nem comentar. Vergonha alheia.
4 - Promiscuidade.
Hahahaha. Tô até parecendo uma mocinha recatada do século XV, mas não tem nada a ver. A questão é que eu acho um bisurdo essa coisa de sair beijando loucamente por aí bocas desconhecidas. Aí, vocês sabiam que cárie é contagioso? Fica a dica.
Apesar que beijar desconhecidos por aí se resume a nada se comparado com o fato de dar para desconhecidos, mas deixa pra lá...
Lembro de uma vez que fui pro carnaval de rua de Guapimirim, que fica na região serrana do Rio de Janeiro. Gosto de ir pra região serrana nessa época do ano porque as pessoas se deslocam em massa para a praia. Direções opostas? Tudibão!
Bem, mas ainda assim tem carnaval na região serrana. Mas costuma ser no formato tradicional, com blocos cantando as marchinhas antigas e essas coisas.
Mas bem, voltando a vaca fria, em 2005, em pleno ataque de demência, resolvi ir pular o carnaval de rua de Guapimirim. Pouca gente na rua, se for comparar com o carnaval que acontece na Região dos Lagos. Mas não é que, sortuda como só eu sou, consegui achar um pokémon doidão?
- Aí, gatchinha... Você ia ficar mais linda ainda na minha cama.
Caprichei no meu olhar "Oi, te conheço? Quem é você na noite?". Mas minha vontade real foi dizer:
- Oi, queira fazer o favor de enfiar sua cantada... Na bunda?
Eu sei, eu sei, coisa de menina mal-educada. Mas é que o carnaval me tira do sério. Até mesmo quando eu resolvo, por livre e espontânea vontade, sair pra tentar me divertir. Só que eu nunca consigo.
Como eu disse pro
Bill, não tenho nada contra o carnaval, mas sim contra o que ele se tornou.